Filhos da Pátria – Estreia dia 19/09/2017

‘Filhos da Pátria’: entenda a trama da nova série da Globo

Ambientada em 1822, após a independência do Brasil, Filhos da Pátria promete divertir o público com a história de Geraldo Bulhosa (Alexandre Nero), um funcionário público do Paço Imperial, que estará imerso em um ambiente corrupto e, com isso, será influenciado a tomar atitudes desonestas em seu trabalho. Em meio a todos estes conflitos, o português também terá que lidar com os dramas de sua família, principalmente com os de sua esposa Maria Teresa (Fernanda Torres), uma mulher ambiciosa e muito vaidosa. Com redação de Bruno Mazzeo e direção de Mauricio Farias, a série faz uma interpretação, com humor e crítica, de como tudo o que vivemos e passamos nos dias de hoje teve início.

8 de setembro de 1822. Em meio ao “bucólico caos urbano carioca”, a promessa de mudança chega à recém-proclamada independência do Brasil. Parecia ser a solução de todas as mazelas que atingiam a antiga colônia e, ao mesmo tempo, marcava a origem da identidade brasileira. Filhos da Pátria é uma crônica cotidiana sobre o Brasil do século XIX, sob a ótica de uma típica família de classe média: pessoas comuns, anônimas, situações que os livros de história não contam, que acompanham a formação da nossa essência e refletem o que somos hoje.
É nos primórdios da formação do nosso país que vive a família Bulhosa. Geraldo é um funcionário público português que trabalha no Paço Imperial como interlocutor das relações Brasil x Portugal. Com a instauração da Independência, ele perde o prestígio do cargo oficial e, aos poucos, se envolve nos esquemas que permeiam a repartição através, principalmente, do colega Pacheco (Matheus Nachtergaele), instaurando o famoso “jeitinho brasileiro”.
Maria Teresa é esposa de Geraldo e almeja ser da alta sociedade. Projeta toda sua ansiedade e frustração na filha, Catarina (Lara Tremouroux), pois deseja que ela se case com um bom partido, ou seja, um rapaz de linhagem nobre. Diferentemente da mãe, Catarina é idealista e busca a autonomia e independência pessoal. Outro herdeiro da família é Geraldinho (Johnny Massaro), um jovem que quer ter ideias revolucionárias, mas mal sabe cuidar da própria vida. Já Lucélia (Jéssica Ellen) é a escrava do clã, que forma a espinha moral dos Bulhosa. Ela é dona de um senso incorruptível de justiça e seu maior sonho é garantir a alforria. Domingos (Serjão Loroza) é o escravo mais antigo e tem um lugar cativo na casa da família.
Bruno Mazzeo explica como surgiu o interesse em construir uma história bem-humorada inserida nesse período. “O que acontece hoje em dia é reflexo do que teve início lá atrás e sabemos pouco acerca da nossa história. Apesar do contexto histórico, o olhar está sobre os Bulhosa, uma família comum, anônima, que sente as mudanças provocadas pela independência do país”, explica o autor, que acrescenta: “A visão crítica está com os escravos, principalmente na Lucélia. É dela a voz da razão, é a mais sensata entre todos”.
O diretor Mauricio Farias também ressalta: “Acho que a essência desse trabalho é refletir sobre assuntos mais sérios com humor, trafegando também pelo drama”.

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