Profissão Repórter 20/12/2017

Profissão Repórter mostra problemas na formação de médicos no Brasil.
Programa mostra o atendimento precário à população e também o imenso contingente de brasileiros querendo virar médico.
O último Profissão Repórter do ano vai falar dos problemas na formação de médicos, uma das faces da crise na saúde no Brasil. De um lado, pacientes esperando atendimento em corredores e hospitais fechando leitos. De outro, um imenso contingente de brasileiros querendo virar médico, alguns recorrendo até a faculdades em países vizinhos. E, no meio, uma polêmica: o Governo está suspendendo por três anos a autorização para novos cursos de medicina. Caco Barcellos entra no Hospital Universitário Pedro Ernesto, ligado à Universidade Estadual do Rio de Janeiro, e registra um cenário de abandono: leitos vazios, funcionários há meses sem receber salários e pacientes há dias esperando por exames. Os residentes reclamam que sua formação profissional fica prejudicada em um ambiente de tanta precariedade. Em São Paulo, outro hospital universitário, o HU, fechou recentemente as portas de seu Pronto Socorro adulto e infantil. Erik von Poser acompanha a mobilização de funcionários e alunos, que já dura um mês. Alunos de medicina de uma das faculdades mais concorridas do país decidiram entrar em greve e reclamam da falta de diálogo. Diante da crise de cursos tradicionais, Guilherme Belarmino vai a Minas Gerais e à Bahia para retratar os cursos de medicina recém-criados no Brasil, dentro do programa Mais Médicos. No norte de Minas, os alunos da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri lutam para dar melhores condições à Faculdade de Medicina recém-criada. Eles estudam em um prédio improvisado, sem espaço para todos os laboratórios, e pedem a construção de um novo prédio. Em Eunápolis (BA), uma faculdade particular anunciou um vestibular para medicina antes de estar credenciada pelo Ministério da Educação, frustrando a comunidade local. Com cursos concorridos nas universidades públicas brasileiras – ou com valores que superam os R$ 6 mil por mês nas particulares, a saída de muitos brasileiros é se matricular em faculdades do Paraguai, como mostra Monique Evelle. Há turmas que chegam a ser totalmente ocupadas pelos brasileiros, que pagam mensalidades de cerca de R$ 600. Mas esses alunos depois terão de enfrentar o Revalida, uma prova para revalidação do diploma no Brasil que no último ano aprovou menos de 30% dos inscritos.
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